O movimento Viva Voz participou ativamente da assembleia geral do Sindiquinze, realizada em 13 de junho de 2011, em frente ao Fórum Trabalhista de Campinas. Foram várias as intervenções de integrantes do movimento de oposição nos debates, que enriqueceram os argumentos a favor da greve.
O experiente servidor Ronald Fumagali (foto acima), da secretaria da 1ª Turma, continuamente atuante nas lides da categoria, lembrou que as conquistas dos servidores do Judiciário sempre demandaram lutas, por meio de fortes greves, e ressaltou: “Todos os PCSs, sem exceção, exigiram da categoria a união em torno da greve. Agora não será diferente. O governo Dilma não concederá nenhuma reposição para o servidor que está sentando trabalhando e satisfeito com o salário congelado há quase seis anos.”
Lotado na secretaria da 5ª Turma, o servidor Fabiano ponderou que a greve é o último recurso do trabalhador para defender seus direitos, mas frisou: “Não existe outra alternativa agora, diante do impasse nas negociações do PCS-IV, que não possui até o momento previsão orçamentária para implementação. O prazo para inclusão do reajuste na LDO está se esgotando, pois depois de 18 de julho de 2011 tem início o recesso parlamentar.”
Do Fórum de Jundiaí, o servidor Rodrigo enfatizou que a necessidade da greve foi amplamente debatida na Plenária da Fenajufe, onde atuou como delegado eleito pela base do TRT15: “A decisão por uma forte greve nacional foi, inclusive, defendida pelo próprio relator do PCS-IV na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara dos Deputados, que é do PT. Ou seja, a base do Governo do Legislativo deixou bem claro que não há negociação política sem pressão, sem greve que justifique a concessão da reposição de nossas perdas inflacionárias.”
Tendo servido antes no Poder Executivo, na Casa Civil, Nico Lacerda está hoje no TRT15 junto à secretaria da 3ª Turma. Conhecedor dos assuntos que envolvem greves e mobilizações, Nico destacou que a greve é um direito constitucional do servidor: “Até mesmo quem está em estágio probatório pode e deve participar do movimento grevista, pois o STF já decidiu que a participação na greve não é considerada falta injustificada para fins de avaliação de assiduidade funcional”.
Por fim, toda a contribuição do movimento Viva Voz foi fundamental para a aprovação da greve por tempo indeterminado na base territorial do TRT15, a partir de 20 de junho de 2011.




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